sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Nada acontece por acaso

Pequenas peças no imenso cenário da vida, é isso que somos, o tempo todo, em cada segundo que vivemos aqui.

E foi isso que senti naquele estranho episódio que vivi num início de noite em um grande centro urbano. Eu voltava pra casa, depois de mais um dia de trabalho. Um dia de muitas emoções e sensações. Um dia em que olhei pra tudo ao meu redor, como tenho feito ultimamente. Olho e tento captar a beleza que há naquilo, qualquer que seja ela. Naquele instante eu olhava pra lua, ela estava encoberta entre as nuvens que não me deixavam vê-la nitidamente. Mas seu clarão e sua forma inconfundíveis estavam lá.

De repente um ser alado de metal, ofusca minha bela visão, ele sobrevoa o local e paira no ar e pára no ar, exatamente em cima do lugar onde eu estava. Senti um estranho arrepio e uma inquietação por não saber o motivo daquilo. A resposta veio em seguida, segundos depois do meu pensamento, era uma fuga e uma perseguição...

Ouvi estalos, não quis acreditar naquilo e de novo eles se fizeram ouvir. Não procurei nada pra ver... e então fiz a única coisa que meu instinto mandou... me abaixei e corri, com o pensamento em Deus e o coração na boca.

Parecia cena de filme, mas era real. Poucos metros à frente os fugitivos, pararam de fugir, parece que o dever se fez cumprir...!?

Tinha gente correndo, gente entendendo, gente não acreditando, gente comendo, gente trabalhando, gente pouco se lixando e infelizmente alguém se ferindo...

Não houve mortes naquele dia. Fui embora pra casa feliz por estar bem, com alívio no peito e a cabeça agita... pois sei que nada acontece por acaso!!!

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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Ave Maria de Gounod/Prelúdio de Bach

video

Resgate de uma antiga gravação, feita com meus queridos amigos Sulamita Durte ao piano e Giuliano ao violino no ano de 2009.
Adoro cantar esta música, essa melodia me conecta com o Divino!!!

http://www.youtube.com/watch?v=xV_KGuMlHBU&context=C3aff263ADOEgsToPDskJvkXEY89Dg78Ko7oGRBSYW

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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Sempre em frente e sem parar

De novo as lágrimas brotam de seus olhos, reflexo de um coração apertado que está fechado a muito…

Se um cadeado foi usado pra trancá-lo, a chave se perdeu em algum lugar bem escondido. Onde encontrá-la?

O desejo de amor flui de forma veemente em suas veias, mas o coração está estagnado, apertado e quase frio.

Ela está triste, triste sem saber de onde vem tanta tristeza.

Busca fora de si uma explicação em vão pra tudo isso, porque sabe que a resposta está dentro dela.

Num lampejo alguns trechos de sua vida lhe passam pela mente, ela revive, senti e então compreende.

Ainda existe uma ligação … mas é estranho, pois seus olhares não mais se cruzam, seus corpos não mais se tocam, seus cheiros não se misturam, seus lábios não lhes sentem o gosto, mas suas almas ainda estão ligadas… mesmo a muitos quilômetros de distância. Como explicar?

O que será isso? Que sentimento estranho. Será apenas algum tipo de lembrança ou desejo?

Mas a vida segue, sempre em frente e sem parar, não se importando se há choro ou riso, se há lágrimas ou brilho no olhar.

Suas vidas seguem enfim…

Ela vivendo dia após dia, aprendendo em cada minuto que tudo passa, tudo acaba e tudo recomeça...

Ele … será que ainda se lembra? Como saber...!?

Mas nada disso importa, porque assim é a vida, ela continua e o mundo não pára de girar!!!

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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

A Amada e o Amante

Ela está só em seu quarto. Já é madrugada, a chuva lá fora parou.
Aos poucos a cidade se acalma e os pensamentos então tentam se organizar numa mente inquieta e turbulenta.
Lembranças do passado, que teimam em reviver.
O mundo é mesmo redondo... pensa ela...depois de um novo velho encontro que se dera a pouco.
Foram anos de convivência semanal num grupo misto com gente que gostava de estar ali.
Ela, uma jovem deslumbrada com a vida, sorridente e brincalhona, sonhando com o futuro vindouro.
Ele, um senhor de mais de meia idade, com olhos puros e cabelos cor de neve, observador e envolvido por um sentimento que não se sabia mais permitir.
O tempo passa e ela nunca lhe percebe o olhar diferente, mas ele está sempre lá.
De repente, cartas anônimas, pequenas poesias e enfim um dia, com coragem ele se assume diante dela e diz: “- Sou eu o autor de todas elas."
Ela sorri, enrubesce, perde a fala e de novo sorri. Leva um susto e quase não acredita, se não fosse pelo ar sincero e desconcertado dele. Seria talvez uma anedota de um filme?
Mas não, naquele momento ela soube que era real e verdadeira aquela fala e veio junto uma declaração, daquele que diante dela lhe abria o coração.
Um sentimento de gratidão e angústia lhe tomou o peito, ela o adorava, mas não passava de admiração e profundo carinho, magoá-lo seria cruel demais.
Sorriu de novo e meio sem graça agradeceu e depois saiu.
O silêncio e a distância, têm seu lugar e é bom que existam, pois assim dá tempo do sangue esfriar e a cabeça voltar a funcionar de novo. E assim foi...
Porque isso aconteceu, justo com ela... era essa a pergunta que badalava e embaralhava freneticamente seus pensamentos naquele momento.
Ela que se achava tão desinteressante , insegura, que as vezes sentia medo do mundo, do humano, da vida, tão inexperiente e vazia.
Mas então essa não era a verdade, pois ele, tão maduro e vivido, a viu além da casca, viu sua força, sua beleza interna, sua alma, e despertou pro amor.
Amor respeitoso, melindroso, não correspondido, mas compreendido.
Amor puro, afetuoso, amigo e cuidadoso. Amor de verdade, sem promessas, nem vaidade. Infindo talvez, mas adormecido sem altivez.
A tal distância se fez presente e rumos distintos foram tomados.
Ele sentiu saudades...
Ela um certo alivio e uma ponta de estima por si...
Só que os caminhos sempre se cruzam e de novo reencontros... uma, duas, três e tantas outras vezes, todo grupo presente e complacente.
Depois de tanto tempo... ela nem se lembrava tanto daquele episódio.
Mas num desses cumprimentos e abraços calorosos ele novamente se confessa a ela, mexido e remexido, com o coração estremecido.
Dessa vez ela sorri e diz: Isso é vida!
E os dois se riem e vão em paz... a amada e o amante!!!

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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Indignação

Indignação, está é a única palavra que talvez traduza um pouco do que sinto agora. Por que será que espécimes da nossa própria raça nos tratam como se fossemos seres alheios? Mentira, desonra, desrespeito, tudo isso pra conseguir o que se quer e pronto, pouco importa o outro ser vivente ao seu lado, que por acaso, faz parte da mesma situação. Isso deveras me entristece e me amargura, pois sou daquelas pessoas que tentam ser corretas e claras no mais amplo sentido dessas palavras. Talvez eu esteja enganada, talvez essa forma de ser já esteja fora de moda, não sei!!!

Algo no fundo da minh’alma me pede pra não desistir, me pede pra continuar acreditando, mas a dura realidade e essa falta de humanidade me assustam. Vale tudo pra se conquistar o que se almeja, pra ter mais dinheiro, pra ter um cargo mais alto, pra ter o homem ou a mulher desejada. Isso é uma pena, pois esse “tudo” realmente não vale “nada” , nada mesmo!!! Fica então a indignação e lá no fundo uma esperança de que sim, existem pessoas dignas, honestas e verdadeiras, e que a esperança, essa sim, é a última que morre!

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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Diálogo interno II

Diálogo interno II

São 23: 48 do dia 29 -01-11. Acabo de chegar de um dia agitado e cheio de afazeres. Tanta coisa aconteceu ao meu redor e nem pude percebê-las. Agora daqui da janela do meu quarto, no silêncio da noite, sinto um pouco de paz e apenas observo.

O céu é azul e as estrelas brilham apesar do caos aqui de baixo. Adoro ver as estrelas, sempre foi uma paixão, me lembro de vários momentos em que fiquei da janela observando durante horas com milhões de perguntas na cabeça, como: onde fica aquela estrela? Será que por lá é frio ou quente? O que tem do lado de la’... e de repente eu me pego refletindo novamente, e desta vez tento encontrar no meu silêncio outras respostas pra esse nossa vida. Somos seres tão esgoístas e mesquinhos...

A minha frente vejo lindas árvores majestosas, o vento balança-lhes as folhas graciosamente , parece um balé. A sincronia dos movimentos fascina o meu olhar, agitada ou lenta a dança acontece em perfeita harmonia. Lindas árvores que estão lutando pra sobreviver entre arranhacéus, fios e muito concreto. Elas apenas querem continuar a crescer , imagino no meu diálogo interno...

E nós aqui, pequenos e bobos seres humanos achando que somos donos do mundo. O mundo é muito maior do que tudo isso, do que os objetos ao nosso redor, do que a tecnologia, do que todo dinheiro do mundo. O mundo é amor, será que estou enganada? O amor que faz desejar a vida e que nos faz continuar a crescer. Quero sentir como as árvores, e acredito que elas sentem mesmo!!!

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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Venha me ouvir e ver...

Projeto "A Travessa na Terça"


As novas vozes de Minas.

Marilene Clara canta, acompanhada pelo violonista
Maxsuel Souza ( Sancho).

Local: Café da Travessa, Savassi, Belo Horizonte
Dia : 27 de setembro de 2011.
Apartir das : 20:30

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...passaram por aqui...

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